O QUE É O CREAS ? O Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS é uma unidade pública estatal e integrante do Sistema Único de Assistência Social – SUAS. O CREAS presta serviços especializados e continuados a indivíduos com seus direitos ameaçados ou violados, direcionando o foco das ações para as famílias e contribuindo para que estas possam enfrentar com autonomia os revezes da vida pessoal e social.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Escolas do DF terão aulas sobre direitos da mulher
Uma das motivações para elaborar a recomendação é a
preocupação de que a escola reproduz a desigualdade, desde os livros didáticos
até os procedimentos de avaliação
27 de Agosto de 2013 às 15:56
Agência Brasília - O documento que orientará o trabalho dos
professores dentro das salas de aula em temas que farão parte do conteúdo obrigatório
da educação básica, como direitos da mulher e questões de gênero, foi publicado
hoje no Diário Oficial do Distrito Federal.
"Estas articulações usam como pano de fundo o
"II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres", que busca promover
a transformação do ensino nacional rumo a uma educação inclusiva e não sexista.
É o Estado reforçando a sua política pública em promoção e defesa dos direitos
das mulheres", revelou Olgamir Amancia, secretária da Mulher do DF.
Uma das motivações para elaborar a recomendação é a
preocupação de que a escola reproduz a desigualdade, desde os livros didáticos
até os procedimentos de avaliação.
A partir de agora, todas as instituições de ensino
público e particulares deverão atuar em sintonia com os órgãos responsáveis
pelas políticas de direitos da mulher e outros assuntos relacionados a questões
de gênero.
O documento, produzido pela Secretaria da Mulher e
pelo Conselho de Educação do DF, trata da Lei Maria da Penha, direitos da
mulher, convenções de direitos humanos nacionais e internacionais e eliminação
de todas as formas de violência contra as mulheres.
"Conforme preconizado pela Lei Maria da Penha
e por alguns tratados universais, cabe à família, à sociedade e ao poder
público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos da
mulher. Nesse contexto, as instituições de ensino assumem um valor fundamental
no sentido de se tornarem agentes efetivos contra a desigualdade de
gênero", ressaltou a secretária de Estado.
INTEGRAÇÃO – Paralelamente à recomendação, a Secretaria da
Mulher realiza, em parceria com a Coordenação de Educação em Diversidade
(CEDIV) da Secretaria de Educação, o projeto "GDF Fazendo Gênero na
Escola", cuja proposta é reunir a comunidade escolar para reforçar a
importância da educação não sexista.
Durante os encontros, a Secretaria da Mulher
estabelece um debate com os alunos, professores, diretores e pais para reforçar
que a violência contra as mulheres não está limitada a uma cultura, uma
região ou um país, nem a grupos de mulheres em particular dentro de uma
sociedade.
"As raízes da violência contra as mulheres decorrem da discriminação persistente
contra elas, advindas da cultura patriarcal e machista", lembrou a
secretária.
O objetivo da Secretaria da Mulher é realizar 40
edições do projeto até o fim de 2013 e abranger as escolas públicas e
particulares locais.
Até julho, foram realizados 13 encontros, que
atingiram mais de 500 membros das comunidades escolares do sistema público de
ensino do GDF.
A proposta da pasta é que, ao final do projeto,
seja lançado o livro Cartas das Educadoras e dos Educadores do GDF sobre gênero
e sexualidade, que servirá como um instrumento de trabalho permanente e
representativo da cultura de gênero de todas as Coordenações Regionais de
Ensino do DF.
Outra iniciativa importante é a elaboração do
material "Jogo da Mulher", que é uma forma lúdica de promover a
equidade de gênero, os direitos das mulheres, os valores da emancipação e os serviços
especializados de atendimento à mulher vítima de violência.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Chega de Preconceito! Trabalho Igual, Salário Igual!
A CSP- Conlutas lançou a campanha “Chega de
Preconceito. Trabalho Igual, Salário Igual!”. O objetivo é estimular as
entidades filiadas à Central a incorporarem as demandas específicas dos
segmentos contra as opressões nas campanhas das categorias. Dessa forma,
fortalecer a luta e transformar os sindicatos e movimentos em pontos de apoio
para todas as demandas dos trabalhadores, incluindo as reivindicações de
negros, das mulheres e dos LGBT, que são parte da nossa classe.
A equiparação salarial entre homens e
mulheres, negros e brancos, heterossexuais e homossexuais é o centro da
campanha. Mas, também, queremos fortalecer a luta contra o assédio moral e
sexual tão frequentes nos locais de trabalho, pois são porta de entrada para o
preconceito e a discriminação, e a luta pela igualdade de direitos.
Queremos aproveitar as lutas por
reivindicações salariais para dar corpo à campanha, apresentando as principais
reivindicações de cada setor para que elas possam subsidiar os programas de
luta.
Para as mulheres, o centro é a luta por
creches em período integral para todos os filhos da classe trabalhadora e a
aplicação da licença-maternidade de 180 dias para todas as mulheres, rumo a 1
ano, sem isenção fiscal. Licença-paternidade de 30 dias.
Em Negros e Negras, estamos reivindicando as
cotas raciais e ensino obrigatório sobre África nas escolas (Lei 10.639).
No setor LGBT, exigimos a aprovação imediata
do PLC-122/06, lei que criminaliza a homofobia. Embora o STF (Supremo Tribunal
Federal) tenha reconhecido as uniões homoafetivas, a patronal segue negando
diversos direitos a casais de homossexuais. Por isso, reivindicamos a extensão
de todos os direitos concedidos aos casais heterossexuais para os casais de
pessoas do mesmo sexo. Previdência, plano de saúde, licença gala, falta
justificada.
“Alienação parental”: guerra sem vencedores
Marcelo Tas
O fim do casamento gera “traumas de guerra” numa
população além do casal: amigos, avós, irmãos, tias... e, principalmente, os
filhos, que se veem impelidos a ocupar um dos dois lados de uma batalha da qual
eles nunca pediram para entrar!
É trágico. A relação mal resolvida continua assim
na hora de acabar. Há uma grande chance dos filhos se tornarem,
desgraçadamente, uma arma perversa para manter, mesmo que inconscientemente, as
feridas dessa “guerra” sangrando indefinidamente.
“Alienação Parental” é um termo para o conjunto de
estratégias de mães ou pais separados para afastar os filhos de seus
ex-companheiros. As táticas têm em comum desacreditar e desgastar a figura do
genitor “alienado”, cerceando a comunicação ou manipulando fatos. Mais insano
do que isso é acreditar na ingenuidade e ignorância dos filhos.
Meu primeiro casamento chegou ao fim depois de
quase dez anos. Foi uma decisão difícil, dolorosa e inevitável para ambos. Faz
tempo mas ainda lembro com clareza da angústia crescente em como comunicar o
fato à nossa filha, na época com 6 anos. Depois de muito confabular, eu e
Cláudia, minha ex-companheira, desenhamos uma argumentação e um discurso
bonito. Aceitei a árdua incumbência de transmitir a notícia.
Nesta vida, eu já montei em cavalo bravo, caminhei
sozinho na floresta amazônica à noite e até saltei de asa-delta... Mas nunca
havia sentido tamanho frio no estômago diante de uma tarefa. Depois de alguns
adiamentos, tomei coragem e disse:
– Luiza, papai precisa falar uma coisa com você.
Ela largou imediatamente o que estava fazendo, pulou sobre mim no sofá e enfiou
os olhões dela bem direto nos meus.
– Pode falar.
– Bem... Papai e mamãe se conheceram, se gostaram
tanto que nasceu você. Agora, a gente ainda se gosta mas não o suficiente para
continuarmos casados. Não é que a gente brigou, mas vamos ter que nos
separar...
– Eu já sabia disso. Mas... Por que você não se
muda para o apartamento de cima? Ontem, ouvi o zelador dizer que ele está vago!
Foi um choque de sinceridade e afeto que eu
precisava para enfrentar aquela nova fase da vida. Nada foi fácil, mas hoje
percebo melhor a fundamental importância da transparência desencadeada pela
nossa própria filha desde o minuto zero. Ao contrário do que acontece nos casos
de “Alienação Parental” – doença que agora é crime no Brasil –, mantivemos os
canais de comunicação, inclusive o das más notícias, abertos. Sem fazer do
filho peça valiosa de troca.
Vamos combinar: fim de um casamento é um drama de
proporções épicas e primitivas. Disputa-se, na maioria das vezes de forma
irracional, posições privilegiadas no “campo de batalha” e recursos materiais
como numa guerra de verdade.
Os filhos são os que mais armazenam as informações
desse drama. Principalmente as não reveladas com a devida transparência.
Crianças são lentes de aumento da realidade. Têm radares muito mais poderosos e
sofisticados que adultos. O ministério da saúde mental adverte: a “Alienação
Parental” é um tiro no coração e outro no pé.
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MARCELO TAS é jornalista e comunicador de TV. Tem três
filhos: Luiza, 23 anos, Miguel, 10, e Clarice, 6. É âncora do “CQC” e
autor do Blog do Tas. Aceita com gratidão críticas e sugestões sobre essa
coluna no e-mail: crescer@marcelotas.com.br
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