terça-feira, 10 de setembro de 2013

Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS

O que é o CREAS?

CREAS é o Centro Especializado de Assistência Social. É uma unidade pública estatal responsável pela oferta de orientação e apoio especializados e continuados a indivíduos e famílias com seus direitos violados. Para isso, envolve um conjunto de profissionais e processos de trabalho que devem ofertar apoio e acompanhamento especializado. O principal objetivo é o resgate da família, e dos direitos violados, potencializando sua capacidade de proteção aos seus membros.

Quais os objetivos do CREAS?

O principal objetivo é o resgate da família, potencializando sua capacidade de proteção aos seus membros. Fortalecer a autoestima dos indivíduos usuários, e seus familiares, para que haja fortalecimento entre os membros da família dos usuários, e reinserção dos mesmos na sociedade.

Quem faz parte da equipe do CREAS?

O CREAS de Ipiaú conta com uma Coordenadora (Pedagoga) um advogado, uma Psicóloga, duas Educadoras Sociais, e uma Assistente Social.

Quem pode ser atendido no CREAS?

Crianças, adolescentes, idosos, mulheres e quaisquer pessoas que tenha sofrido violação de seus direitos.

Quais os serviços oferecidos pelo CREAS?

Oferece Proteção e Atendimento Especializado a Família e Indivíduos (PAEFI). O PAEFI é um serviço de apoio, orientação e acompanhamento a famílias com um ou mais de seus membros em situação de ameaça ou violação de direitos. A equipe do CREAS acompanha as famílias, buscando auxiliá-las no rompimento do ciclo de violação dos direitos em seu interior, prevenindo reincidências, fortalecendo seu papel de proteção e restabelecendo a autonomia de seus membros.

Como são realizadas as intervenções?

As intervenções realizadas pela equipe com os usuários do CREAS são personalizadas, respeitando crenças, cultura e realidade de cada pessoa ou família, no sentido de auxiliar esta pessoa ou família da melhor forma.

Quais são as principais ações do CREAS?

• Acolhida a escuta qualificada individual, voltada para a identificação de
necessidades de indivíduos e famílias;
• Produção de materiais educativos com suporte aos serviços;

• Realização de visitas domiciliares;

• Atendimento Psicossocial individual e em grupos de usuários e suas famílias, inclusive com orientação jurídico-social em casos de ameaça ou violação de direitos individuais e coletivos;

• Monitoramento da presença do trabalho infantil e das diversas formas de negligência, abuso e exploração, mediante abordagem das educadoras sociais em vias pública e locais identificados pela existência de situações de risco.

• Realização de palestras, divulgação e prevenção com objetivo de combater a violência e exploração sexual, trabalho infantil.

Qual a importância da sociedade no trabalho no CREAS?

O trabalho do CREAS não funciona sem o envolvimento efetivo da sociedade e de seus segmentos. Dessa forma, para que haja uma intervenção efetiva, o CREAS deverá manter estreita relação com entidades de atendimento de âmbito governamental e não-governamental e contar com a colaboração da população do município denunciando (Disque  100) casos ou suspeita de violência.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Escolas do DF terão aulas sobre direitos da mulher



Uma das motivações para elaborar a recomendação é a preocupação de que a escola reproduz a desigualdade, desde os livros didáticos até os procedimentos de avaliação
27 de Agosto de 2013 às 15:56

Agência Brasília - O documento que orientará o trabalho dos professores dentro das salas de aula em temas que farão parte do conteúdo obrigatório da educação básica, como direitos da mulher e questões de gênero, foi publicado hoje no Diário Oficial do Distrito Federal.
"Estas articulações usam como pano de fundo o "II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres", que busca promover a transformação do ensino nacional rumo a uma educação inclusiva e não sexista. É o Estado reforçando a sua política pública em promoção e defesa dos direitos das mulheres", revelou Olgamir Amancia, secretária da Mulher do DF.
Uma das motivações para elaborar a recomendação é a preocupação de que a escola reproduz a desigualdade, desde os livros didáticos até os procedimentos de avaliação.
A partir de agora, todas as instituições de ensino público e particulares deverão atuar em sintonia com os órgãos responsáveis pelas políticas de direitos da mulher e outros assuntos relacionados a questões de gênero.
O documento, produzido pela Secretaria da Mulher e pelo Conselho de Educação do DF, trata da Lei Maria da Penha, direitos da mulher, convenções de direitos humanos nacionais e internacionais e eliminação de todas as formas de violência contra as mulheres.
"Conforme preconizado pela Lei Maria da Penha e por alguns tratados universais, cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos da mulher. Nesse contexto, as instituições de ensino assumem um valor fundamental no sentido de se tornarem agentes efetivos contra a desigualdade de gênero", ressaltou a secretária de Estado.
INTEGRAÇÃO – Paralelamente à recomendação, a Secretaria da Mulher realiza, em parceria com a Coordenação de Educação em Diversidade (CEDIV) da Secretaria de Educação, o projeto "GDF Fazendo Gênero na Escola", cuja proposta é reunir a comunidade escolar para reforçar a importância da educação não sexista.
Durante os encontros, a Secretaria da Mulher estabelece um debate com os alunos, professores, diretores e pais para reforçar que a violência contra as mulheres não está limitada a uma cultura, uma região ou um país, nem a grupos de mulheres em particular dentro de uma sociedade.
"As raízes da violência contra as mulheres decorrem da discriminação persistente contra elas, advindas da cultura patriarcal e machista", lembrou a secretária.
O objetivo da Secretaria da Mulher é realizar 40 edições do projeto até o fim de 2013 e abranger as escolas públicas e particulares locais.
Até julho, foram realizados 13 encontros, que atingiram mais de 500 membros das comunidades escolares do sistema público de ensino do GDF.
A proposta da pasta é que, ao final do projeto, seja lançado o livro Cartas das Educadoras e dos Educadores do GDF sobre gênero e sexualidade, que servirá como um instrumento de trabalho permanente e representativo da cultura de gênero de todas as Coordenações Regionais de Ensino do DF.
Outra iniciativa importante é a elaboração do material "Jogo da Mulher", que é uma forma lúdica de promover a equidade de gênero, os direitos das mulheres, os valores da emancipação e os serviços especializados de atendimento à mulher vítima de violência.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Chega de Preconceito! Trabalho Igual, Salário Igual!



A CSP- Conlutas lançou a campanha “Chega de Preconceito. Trabalho Igual, Salário Igual!”. O objetivo é estimular as entidades filiadas à Central a incorporarem as demandas específicas dos segmentos contra as opressões nas campanhas das categorias. Dessa forma, fortalecer a luta e transformar os sindicatos e movimentos em pontos de apoio para todas as demandas dos trabalhadores, incluindo as reivindicações de negros, das mulheres e dos LGBT, que são parte da nossa classe.
 A equiparação salarial entre homens e mulheres, negros e brancos, heterossexuais e homossexuais é o centro da campanha. Mas, também, queremos fortalecer a luta contra o assédio moral e sexual tão frequentes nos locais de trabalho, pois são porta de entrada para o preconceito e a discriminação, e a luta pela igualdade de direitos.
 Queremos aproveitar as lutas por reivindicações salariais para dar corpo à campanha, apresentando as principais reivindicações de cada setor para que elas possam subsidiar os programas de luta.
 Para as mulheres, o centro é a luta por creches em período integral para todos os filhos da classe trabalhadora e a aplicação da licença-maternidade de 180 dias para todas as mulheres, rumo a 1 ano, sem isenção fiscal. Licença-paternidade de 30 dias.
 Em Negros e Negras, estamos reivindicando as cotas raciais e ensino obrigatório sobre África nas escolas (Lei 10.639).
 No setor LGBT, exigimos a aprovação imediata do PLC-122/06, lei que criminaliza a homofobia. Embora o STF (Supremo Tribunal Federal) tenha reconhecido as uniões homoafetivas, a patronal segue negando diversos direitos a casais de homossexuais. Por isso, reivindicamos a extensão de todos os direitos concedidos aos casais heterossexuais para os casais de pessoas do mesmo sexo. Previdência, plano de saúde, licença gala, falta justificada.



“Alienação parental”: guerra sem vencedores



Marcelo Tas

O fim do casamento gera “traumas de guerra” numa população além do casal: amigos, avós, irmãos, tias... e, principalmente, os filhos, que se veem impelidos a ocupar um dos dois lados de uma batalha da qual eles nunca pediram para entrar!
É trágico. A relação mal resolvida continua assim na hora de acabar. Há uma grande chance dos filhos se tornarem, desgraçadamente, uma arma perversa para manter, mesmo que inconscientemente, as feridas dessa “guerra” sangrando indefinidamente.
“Alienação Parental” é um termo para o conjunto de estratégias de mães ou pais separados para afastar os filhos de seus ex-companheiros. As táticas têm em comum desacreditar e desgastar a figura do genitor “alienado”, cerceando a comunicação ou manipulando fatos. Mais insano do que isso é acreditar na ingenuidade e ignorância dos filhos.
Meu primeiro casamento chegou ao fim depois de quase dez anos. Foi uma decisão difícil, dolorosa e inevitável para ambos. Faz tempo mas ainda lembro com clareza da angústia crescente em como comunicar o fato à nossa filha, na época com 6 anos. Depois de muito confabular, eu e Cláudia, minha ex-companheira, desenhamos uma argumentação e um discurso bonito. Aceitei a árdua incumbência de transmitir a notícia.
Nesta vida, eu já montei em cavalo bravo, caminhei sozinho na floresta amazônica à noite e até saltei de asa-delta... Mas nunca havia sentido tamanho frio no estômago diante de uma tarefa. Depois de alguns adiamentos, tomei coragem e disse:
– Luiza, papai precisa falar uma coisa com você. Ela largou imediatamente o que estava fazendo, pulou sobre mim no sofá e enfiou os olhões dela bem direto nos meus.
– Pode falar.
– Bem... Papai e mamãe se conheceram, se gostaram tanto que nasceu você. Agora, a gente ainda se gosta mas não o suficiente para continuarmos casados. Não é que a gente brigou, mas vamos ter que nos separar...
– Eu já sabia disso. Mas... Por que você não se muda para o apartamento de cima? Ontem, ouvi o zelador dizer que ele está vago!
Foi um choque de sinceridade e afeto que eu precisava para enfrentar aquela nova fase da vida. Nada foi fácil, mas hoje percebo melhor a fundamental importância da transparência desencadeada pela nossa própria filha desde o minuto zero. Ao contrário do que acontece nos casos de “Alienação Parental” – doença que agora é crime no Brasil –, mantivemos os canais de comunicação, inclusive o das más notícias, abertos. Sem fazer do filho peça valiosa de troca.
Vamos combinar: fim de um casamento é um drama de proporções épicas e primitivas. Disputa-se, na maioria das vezes de forma irracional, posições privilegiadas no “campo de batalha” e recursos materiais como numa guerra de verdade.
Os filhos são os que mais armazenam as informações desse drama. Principalmente as não reveladas com a devida transparência. Crianças são lentes de aumento da realidade. Têm radares muito mais poderosos e sofisticados que adultos. O ministério da saúde mental adverte: a “Alienação Parental” é um tiro no coração e outro no pé.
MARCELO TAS é jornalista e comunicador de TV. Tem três filhos: Luiza, 23 anos, Miguel, 10, e Clarice, 6. É âncora do “CQC” e autor do Blog do Tas. Aceita com gratidão críticas e sugestões sobre essa coluna no e-mail: crescer@marcelotas.com.br